Retrospectiva de 2022

Chegou a hora da tradicional retrospectiva do que li, assisti e joguei no ano que está acabando.

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Li mais do no ano anterior, ainda que tenha lido poucos romances, algo que tem acontecido desde um pouco antes da pandemia. Aproveitei para ler muitos contos, noveletas e novelas, principalmente no gênero do terror: reli Joe Hill, Ray Bradbury e Laird Barron; conheci alguns clássicos, caso de Thomas Ligotti, T.E.D. Klein e Karl Edward Wagner; e autores novos (pelos menos para mim), como Ronald Malfi e Cristhiano Aguiar com o seu premiado Gótico Nordestino.

Continuei a ler quadrinhos, como destaquei antes. Outros que merecem menção são Apagão – Fogo nos Fascistas (mais um capítulo empolgante na série pós-apocalíptica paulistana de Raphael Fernandes), Battlefields – volume 1 (três histórias brutais, assustadoras e tocantes) e a série DCeased (heróis da DC enfrentando zumbis numa história ágil).

Também li muito RPG, além de voltar a jogar presencialmente após dois anos. Os destaques foram as minicampanhas de Krevborna – A Gothic Blood Opera, usando o sistema Genesys e seus dados narrativos, enquanto que online narrei a space opera Strange Stars, com o sistema Stars Without Number.

O único videogame que joguei foi The Outer Worlds, que também é um RPG no qual você explora uma colônia espacial. Muito bom, mas admito que estou me cansando desse gênero no formato digital.

Assisti ótima séries, como Sandman, Star Trek: Strange New Worlds e Star Trek: Lower Decks (e ainda ficou muita coisa na minha lista para assistir). Como antes, não fui no cinema, ainda mais com filmes sendo lançados poucos meses depois nas plataformas de streaming.

Um Feliz e Próspero 2023 para todos 🙂 !

10 Maneiras de Morrer

A Editora Draco está lançando uma nova coletânea de quadrinhos no Catarse e, entre as histórias, está a minha primeira HQ publicada! Nem preciso dizer que estou muito feliz com isso!

MORTE FAMINTA, desenhada pelo Renato Manassés, é uma história de terror que faz parte de 10 MANEIRAS DE MORRER e foi concebida durante um curso de quadrinhos. Tem promoção nos primeiros dias para quem apoiar, além da possibilidade de comprar outras coletâneas de HQ e literatura da Draco, caso de Imaginários 3, lançada 12 anos atrás e que tem meu primeiro conto publicado, o retrofuturista noir Vida e morte do último astro pornô da Terra.

Retrospectiva de 2021

Faltando poucos dias para o fim do ano, é hora da tradicional retrospectiva de o que li, assisti e joguei.

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Li menos se comparado ao ano anterior, porém, consegui ler mais romances do que nos últimos vinte e quatro meses — ainda é pouco, mas é melhor do que nada. Os destaques ficaram por conta do folk horror nacional A Floresta, de Daniel Gruber e a ágil space opera The Fractured Void, de Tim Pratt (um tie-in do jogo de tabuleiro Twilight Imperium).

Continuei lendo bastante quadrinhos, como comentei aqui. Vale também destacar Captain America: Sam Wilson – The Complete Collection Vol. 1 (apesar do início chato), Marshal Law: The Deluxe Edition (compilação do personagem que inspirou The Boys e Invincible) e o perturbador e exagerado Gyo (o que já se esperava, uma vez que é de Junji Ito).

Prossegui com a leitura de RPGs nos mais diversos gêneros, como Something Wicked (horror) e a nova edição de Triumphant! (super-heróis), além de ter jogado bastante online (seja como mestre ou jogador): 24XX (ficção científica), They Came from Beyond the Grave! (horror), Alien (horror espacial). E é claro que não posso deixar de mencionar a campanha lovecraftiana de Chtulhu Hack com os amigos Duda Falcão e Lucas Wolfgang!

Além disso, li duas ficções interativas/gamebooks bem legais: o clássico Heart of Ice e o faroeste sobrenatural The Good, the Bad and the Undead.

Em matéria de videogames, joguei mais: finalmente acabei Fallout 4 (minha impressão é que a fórmula se esgotou) e Last Door (um ótimo point-and-click adventure com inspiração gótica).

Também assisti várias séries: Invincible e Midnight Mass, assim como as produções da Marvel (WandaVision, The Falcon and The Winter Soldier, Loki, What If? e Hawkeye). Não fui ao cinema, ainda que filmes interessantes tenham sido lançados.

Um Feliz e Próspero 2022 para todos 🙂 !

Retrospectiva de 2020

Com o ano chegando ao fim, e como já é a tradição aqui no blog, é hora de relembrar o que li, assisti e joguei.

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Li poucos livros — um reflexo desses últimos meses conturbados –, abandonando vários pelo meio do caminho (mas esperando voltar com a leitura deles em algum dia). De qualquer modo, dos que finalizei, destaco A telepatia são os outros, da Ana Rüsche, e Back in the USSR, do Fábio Fernandes — não sem motivo, ambos foram finalistas dos prêmios Jabuti e Argos.

Em compensação, li diversos quadrinhos, principalmente em formato digital, como comentei em três oportunidades aqui, aqui e aqui. Fiz “maratonas” de séries já completas, caso de Y – The Last Man, Ex Machina e Locke & Key, e também várias HQs da editora britânica 2000 AD que mereciam ser mais conhecidas por aqui.

Também li vários RPGs com mecânicas e gêneros diversos: desde o pós-apocalíptico gonzo Death is The New Pink até a fantasia urbana Dark Streets & Darker Secrets, passando pelos lovecraftianos com regras leves Cthulhu Hack e Rats in The Walls. E graças à internet, joguei e narrei muito durante a quarentena, como a ficção científica transumana Eclipse Phase, o clássico de horror Chamado de Cthulhu e o seu cenário moderno Delta Green, além da fantasia medieval The Dark Eye e do cyberpunk minimalista Wired Neon Cities.

Se em 2019 não comprei e nem joguei qualquer videogame, neste ano comecei comprando Fallout 4 — infelizmente, o game não me cativou como as edições anteriores e ainda não acabei de jogá-lo (minha última partida foi em agosto).

Também assisti várias séries, com destaque para Locke & Key, A Maldição da Mansão Bly e a segunda temporada do The Mandalorian. Não deu tempo de ir ao cinema antes da quarentena e não me animei em ver o que está atualmente em cartaz.

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Um Feliz e Próspero 2021 para todos 🙂 !

Quadrinhos na quarentena – parte 3

Mais alguns quadrinhos digitais que li nesse ano de quarentena:


INJECTION segue a mesma linha de Planetary, a ótima série de Warren Ellis (roteiro) e John Cassaday (arte). Mas, ao invés de trabalhar com arquétipos do pulp, Ellis e Declan Shalvey brincam com os arquétipos de heróis britânicos.


LOCKE & KEY mostra que Joe Hill é um dos melhores roteiristas da atualidade, nessa história desenhada por Gabriel Rodriguez que tem alguns temas em comuns com o trabalho do pai de Hill (também conhecido como Stephen King), como a perda da inocência, crianças e, é claro, monstros aterrorizantes.


TANK GIRL, criada por Jamie Hewlett e Alan Martin, se passa em um futuro pós-apocalíptico, trazendo as aventuras  da piloto de um tanque.  A arte é boa, mas um tanto poluída pelos balões de diálogos, enquanto a história não envelheceu bem depois de trinta anos.


JAEGIR é um spin-off da clássica HQ britânica de ficção científica militar Rogue Trooper. Com roteiro de Gordon Rennie e arte de Simon Coleby, conhecemos o trabalho de uma agente da polícia secreta de um estado fascista, envolvida na caçada a criminosos de guerra.

Quadrinhos na quarentena – parte 2

Continuando a colocar em dia a leitura de HQs digitais com super-heróis e ficção científica:

MS. MARVEL 2 continua sendo uma das minhas HQs favoritas de super-heróis, com uma personagem carismática e uma trama atraente.

EX MACHINA (livros 1 ao 5) começa com um primeiro volume não tão interessante quanto Saga ou Y – The Last Man, ambos de Brian K. Vaughan, mas o resto da série do super-herói que vira prefeito de Nova York compensa;

STAR TREK MIRROR BROKEN traz o famoso Universo Espelho para a Nova Geração, mostrando o lado sombrio da tripulação de Picard. Arte e roteiro bons, o que não acontece com a continuação THROUGH THE MIRROR, quando as tripulações dos dois universos se encontram;

SPACE PUNISHER mistura o Justiceiro com space opera. O resultado poderia até ser interessante, mas ficou muito ruim; a única coisa que dá para apreciar um pouco é a arte de Mark Texeira, inspirada nos pulps.

Quadrinhos na quarentena

Aproveitando a quarentena para ler HQs compradas há tempos (Comixology e Humble Bundle) ou disponíveis no Kindle Unlimited (coincidentemente, todas com personagens criados nos anos de 1960 e 1970):

RED SONJA – ART OF BLOOD AND FIRE traz novas aventuras da famosa guerreira ruiva, sempre com muita ação e dessa vez mais humor do que no primeiro volume, escrito também por Gail Simone e com arte de Walter Geovani.;

JAMES BOND 007 – VARGR tem uma trama escrita que, apesar de ser do Warren Ellis, poderia ser mais interessante, porém, vale muito pela arte de Jason Masters;

 

hqs quarentena

CAPTAIN MARVEL – HIGHER, FURTHER, FASTER, MORE, que foi escrita por Kelly Sue DeConnick e com desenhos de David Lopez, combina o gênero de super-heróis com space opera, numa mistura que me agradou muito;

QUARRY’S WAR é uma ótima história criminal, com roteiro do veterano Max Allan Collins e arte de Szymon Kudranski e Edu Menna, mostrando a vida de um ex-soldado do Vietnã, agora assassino profissional.