Lançamento de Da Terra à Lua e Famintas em SP

Estevão Ribeiro, autor de Os Passarinhos (já comentado aqui), lança duas novas HQs neste sábado, 10/01, às 15:00h.

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Da Terra à Lua (Nova Fronteira) é uma graphic novel que mistura o famoso livro de Júlio Verne com o filme Viagem à Lua, de George Méliès. Já Famintas, que conta com a arte de Lucas Marques, mostra cinco vampiras que, para sobreviver, precisam se aliar a um ex-seminarista. Esta HQ é também a estreia no mercado da Aquário Editorial, editora do próprio Estevão.

Depois do Fim

A editora Draco anunciou o lançamento do e-book Depois do Fim, organizado por Eric Novello e que traz meu conto Sangue Santo, ao lado das histórias de um talentoso time de escritores.

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A antologia é “irmã” da Fantasias Urbanas – do mesmo organizador e que já comentei antes por aqui – e que abordava a presença do fantástico em ambientes urbanos. Já nesta o tema pode ser resumido na pergunta “o que acontece depois do fim?”

Ficção pós-apocalíptica é um gênero que me atrai há tempos. Talvez este fascínio tenha origem por ter crescido nos anos 80 e presenciado a Guerra Fria entre EUA e URSS – o finalzinho dela, é verdade, mas não havia jeito de saber na época, não quando a mídia propagava notícias alarmistas (li numa Manchete – alguém ainda lembra dessa revista? – informando que, no caso de um ataque nuclear, o metrô da Sé serviria como abrigo para quem chegasse a tempo lá, o que não adiantava muito para quem morava no interior, como era meu caso). Isso sem contar filmes como O Dia Seguinte (que traumatizou muita gente mundo afora) ou de um episódio da segunda versão de Além da Imaginação (até hoje não esqueço a cena final).

Quando recebi o convite do Eric (por coincidência, eu jogava Fallout 3, um dos meus games favoritos e que tem um cenário pós-apocalíptico após um conflito nuclear), meu primeiro pensamento foi escrever uma história que envolvesse sobreviventes de uma guerra atômica… mas o problema é que estamos praticamente no meio da segunda década do século XXI e o zeitgeist é outro, bem como os candidatos para começar um apocalipse: aquecimento global, impacto de meteoros, supervulcões e – o queridinho do mês – uma tempestade solar que, se igual ao Evento de Carrington, vai fritar toda tecnologia da Terra.

Além disso, escrever em um cenário estrangeiro (como boa parte das histórias do gênero) não me apetecia na época. Foi então que resolvi escrever em um que conheço, no caso, o Brasil – para ser mais preciso, São Paulo.

Ou o que restou do sertão paulista após um cataclismo mundial. Um lugar reivindicado por senhores de terra, assombrado por superstição, seitas místicas e estranhas criaturas conhecidas como virabichos.

E assim nasceu Sangue Santo, um conto no qual o personagem principal tenta sobreviver ao caos do dia a dia, sem saber que o fim do mundo está próximo de novo. Foi uma história que gostei de escrever, principalmente pelo worldbuilding envolvido.

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Trecho:

Um grasnido soou acima das árvores. Um urubu planou entre as copas, as asas enormes estendidas, pronto para se fartar no banquete ali embaixo. Guel olhou para os outros cadáveres: nenhum deles levava qualquer objeto valioso como o anel do padre. Em comum, tinham as marcas da morte violenta que se aplacara sobre o grupo – talhos que rasgavam os torsos, dedos decepados e feridas nos antebraços -, sinais típicos de quem tenta se defender dos atacantes.

Atacantes como virabichos.

A mata na outra margem se mexeu: algo vinha na direção da encruzilhada.

Guel engoliu em seco. Com um pulo, se embrenhou entre os arbustos ao lado. De onde estava, conseguiu ver duas figuras grandes saírem para a estrada. Pelo tamanho, não havia dúvida de que eram virabichos. Em silêncio e sem tirar os olhos da encruzilhada, Guel retrocedeu ainda mais no bosque, afastando-se dos monstros passo a passo, o ar ao redor tão frio quanto o seu estômago tomado pelo medo de pisar em algum graveto seco e denunciar sua posição. Quando decidiu que já estava longe o bastante, ele se virou para correr.

E se deparou com um virabicho acocorado contra o tronco grosso de uma paineira.

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Além do meu conto, Depois do Fim traz os textos de autores que já tive o prazer de ler em outras vezes – caso de Cirilo S. Lemos, Eduardo Kasse, Gerson Lodi-Ribeiro e Alliah – e de outros que estou curioso em conhecer. Alliah também fez as ilustrações internas e a bela capa – que serve de contraponto à da Fantasias Urbanas – é do Erick Sama.

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Sinopse:

Um passeio pela destruição que restou da presença humana.

A fantasia e a ficção científica crescem cada vez mais no Brasil e no mundo, ganhando inúmeras adaptações para o cinema e até despertando certa devoção entre os fãs, como se os personagens fossem pessoas reais e seus destinos estivessem de fato em nossas mãos. Ao lado da literatura de terror, formam uma tríade onde tudo é possível e a única regra é ter muita imaginação. Recentemente, as distopias têm levado esse sucesso a um novo patamar, marcando presença constante com seus romances na lista de best-sellers.

Depois do Fim é um tour pelas terras inóspitas das distopias, pela aventura constante e o humor amargo de quando o que está em jogo é a nossa sobrevivência. Após levar os leitores a visitarem cidades fantásticas na coletânea Fantasias Urbanas, Eric Novello reúne oito novos autores que tinham como armas de batalha a qualidade, a criatividade e o entretenimento. Blanxe, Nazarethe Fonseca, Cirilo S. Lemos, Eduardo Kasse, Diego de Souza, Gerson Lodi-Ribeiro, Marcelo A. Galvão e Alliah, que participa também com uma narrativa visual.

Sobrevivendo a monstros no fundo do oceano e a provas de resistência em estufas mecanizadas, a ringues de boxe onde se luta pelo direito de sonhar e a castelos sitiados por invasores cruéis, escapando de conflitos entre deuses vingativos e de cangaços violentos onde a bala é a lei, correndo por campos dominados por vampiros ou por cidades melancólicas, só nos resta responder à pergunta: o que acontece depois do fim?

Lançamento de Space Opera II

Neste domingo 12/08 tem a tarde de autógrafos em São Paulo de Space Opera II: Jornadas Inimagináveis em uma Galáxia não Muito Distante, antologia capitaneada por  Hugo Vera e Larissa Caruso e que conta com a minha noveleta Inferno de Dantès.

Com o prefácio de Gerson Lodi-Ribeiro, esta antologia resgata mais uma vez o popular space opera, subgênero da ficção científica conhecida pelas aventuras espaciais, tramas épicas e personagens heroicos. Inferno de Dantès segue essa tradição, mostrando dois governos interestelares em luta pela tecnologia de uma civilização alienígena extinta; para tanto, é criado o Corpo de Fuzileiros Xenocientistas, formado por homens, mulheres e animais geneticamente alterados. Dantès Mercuria era um soldado exemplar, até o dia em que se viu condenado a passar o resto da vida na prisão por um crime que não cometeu. Mas a chance de voltar à ativa surge ao ser convocado para uma missão, onde ele lidará com os perigos de um mundo inóspito e a desconfiança de seus antigos colegas, enquanto tenta salvar a galáxia.

A noveleta é minha primeira incursão nesse subgênero e devo admitir que gostei bastante. Contando também com a participação de Carlos OrsiFábio FernandesLidia ZuinOctavio AragãoRoberto de Sousa Causo e Tibor MoriczSpace Opera II  já se encontra em pré-venda com um ótimo desconto e frete gratuito. Vale lembrar que no sábado 01/09 ocorre o lançamento oficial e um bate-papo com os autores.

Lançamento de O Peregrino

Neste sábado, 28/05, tem o lançamento do mais novo livro de Tibor Moricz (Síndrome de Cérbero, Fome). Com uma pitada de weird west, O Peregrino – Em Busca das Crianças Perdidas (Draco) já vem precedido de boas críticas pela internet.

Do release:

O romance O Peregrino – Em busca das crianças perdidasde Tibor Moricz, fala de duelos heroicos, amizade e coragem. Fala também de cobiça, ódio e perseguição. Narra a jornada de um homem em busca de crianças perdidas, de pistas para esclarecer seu passado misterioso e de suas próprias e assustadoras verdades.

Para lá do Posto de trocas do Finnegan, para lá da Garganta do enlouquecido (muito cuidado aos que forem atravessá-la), existem três cidades. Em duas, Downtown e Middletown, os cidadãos vivem massacrados pelo jugo totalitário imposto por Uptown, a terceira delas.

De Uptown vêm abutres terríveis, delegados simbiontes mortíferos e fantásticos mecanismos cujas funções extrapolam a mais fértil imaginação.

Só uma coisa une todas as cidades: a crença na vinda de um homem, na vinda de um salvador. A crença na vinda do Peregrino.

Ambientado no meio oeste norte americano nos idos de 1870, este romance promete tudo, menos tédio. Com ritmo narrativo intenso e final surpreendente, O Peregrino tem tudo para ser um dos principais lançamentos do ano dentro da literatura de gênero nacional.

Sobre o autor

Tibor Moricz

filho de húngaros, é um paulistano nascido em 1959. Publicitário e escritor, publicou Síndrome de Cérbero(2007) e Fome (2008). É um dos organizadores dos dois primeiros volumes da coleção Imaginários e capitão do bem sucedido blog internacional de entrevistas ficcionais From Bar to Bar. Premiado em concursos literários, tem contos publicados em revistas virtuais e em papel.

O Peregrino – em busca das crianças perdidas

Tibor Moricz
Páginas: 196
ISBN: 978-85-62942-16-7
Preço: R$ 35,90

Lançamento de Adorável Noite

Nesta sexta-feira, 13/05, Adriano Siqueira  lança seu primeiro livro :

O Vampiro tradicional e sombrio, veste a sua capa escura e cheia de ondulações criadas pelo tempo, retorna através da magia, do sangue, do pacto com as criaturas da noite, da vontade ardente proveniente da sua selvageria pelo sangue.

O legado da sua dominação climática e dos seres noturnos, mantém o seus caninos salientes e pontiagudos.

Seu abraço, cheio de desejo, reúne as forças da sua alma aprisionada, para novamente combater os seus inimigos como fazia em seu Castelo. Para tomar o que é seu. A sua eternidade.

A sedução absoluta que vem dos predadores para conquistar as suas vítimas, mantém o seu reinado e a sua eternidade.

O prazer de ser dominante dos seres viventes deixa-o mais forte e menos solitário. O encanto que provem de suas palavras enchem o corpo da vitima de puro delírio ardente, quente que chega a aprisionar a alma daqueles que se entregam, pela tentação e pelo pacto de sangue.

Existem aqueles que se protegem recusando a sua entrada em sua morada, mas a experiente criatura noturna sempre descobrirá dentro da sua alma, qual a melhor maneira de seduzi-lo.

Ele não está morto e nem está vivo… Está apenas faminto.

E para isso ele vai mentir, vai jurar, vai prometer, vai te abraçar e quando você confiar…

Ele vai saciar a sua sede.

É chegada a hora do Vampiro atormentado sair de cena e começar a atormentar.

Sua alma ferve e clama pelo seus abraços.

E o Vampiro costuma atender pedidos, dos perdidos, dos abandonados, pois é deles o seu legado.

Aceite o convite… a adorável noite te espera.

  • Autor: Adriano Siqueira
  • Formato: 14cm x 21cm
  • Páginas: 158, papel pólen bold 90g / couchê 90g  * com fotos coloridas do autor e sua coleção sobre o tema ‘vampiros
  • Capa: Cartão 250g, laminação fosca, com orelhas de 6cm com ilustração também no verso
  • ISBN 978-85-64590-01-4