Retrospectiva de 2018

Ano acabando e então é hora da rever o que li, assisti e joguei. Eu cheguei a comentar alguns dos livros e quadrinhos logo no início de 2018, mas não foi possível continuar no mesmo formato. Agora, farei uma versão minimalista do que se destacou entre as 42 publicações lidas:

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Mistura interessante de ficção e não ficção em um formato diferente.

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Um bom livro de terror, ainda que o final deixe a desejar.

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Arte e roteiro combinam bem nessa HQ, mesmo com infodumping na história.

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Uma boa novella de faroeste no sul do Brasil.

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Um clássico que mistura ficção científica com vampiros.

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Este livro só é legal em formato físico: imita o catálogo de uma loja de móveis e utensílios domésticos assombrada por fantasmas . Boa história e personagens interessantes.

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Uma trama tecida com sensibilidade em um momento tão importante no país.

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Seguindo a tendência do ano anterior, não só comprei menos games como também joguei menos e não cheguei ao final de qualquer um. Por outro lado, joguei muito mais RPG de mesa, uma paixão que redescobri. Entre tantas opções que estou conhecendo, o que destaco são:

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Savage Worlds (lançado aqui no Brasil pela Retropunk) é atualmente um dos meus sistemas genéricos favoritos, enquanto o suplemento Broken Earth se tornou meu cenário preferido, com sua ambientação pós-apocalíptica.

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Existem várias opções para jogar RPG com super-heróis (entre sistemas específicos e genéricos como Mutantes & Malfeitores, Icons, GURPS e Savage Worlds), mas a maioria abusa e complica as regras de superpoderes. Até o momento, Supers! Revised Edition não mostrou ter esse problema na campanha que estou narrando.

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Também assisti a poucos seriados, assim como aconteceu no último ano, e não alcancei o final de qualquer temporada, apesar de ter muita coisa boa por aí (meu problema é que não tenho mais paciência para temporadas longas).

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Não fui tanto no cinema quanto gostaria, mas os filmes que se destacaram foram:

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O filme que muda a história do Universo Marvel até agora, preparando para o grand finale do próximo ano.

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Um bom filme que mantém o mesmo clima animado da película de 2015.

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Sem dúvida, um dos melhores filmes de ação dos últimos tempos!

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Um Feliz e Próspero 2019 para todos 🙂

 

O que li até agora

Janeiro foi um mês produtivo, com a leitura de dois livros e três HQs. Faço os comentários usando meu perfil no Goodreads como guia:

Troopers da Morte, de Joe Schreiber (tradução de Caio Pereira). “The Walking Dead encontra Star Wars” pode até parecer uma ideia legal, mas na prática não funcionou muito bem nessa história com personagens secundários sem graça e os principais mal utilizados.

Sex Criminals, roteiro de Matt Fraction e arte de Chip Zdarsky.  Um bom exemplo de ideia bizarra (casal pode parar o tempo ao transar e então decide roubar um banco), mas que revela ser bem legal ao usar diálogos afiados e um roteiro não-linear.

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Criminal – Coward, roteiro de Ed Brubaker e arte de Sean Philips. Da mesma dupla de Fatale, este é um ótimo exemplo de quadrinhos noir: roteiro intrigante e personagens perturbados, principalmente o protagonista, um criminoso fracassado que tenta dar o grande golpe.

Realidades Adaptadas, de Philip K. Dick (tradução de Ludimila Hashimoto).  Esta coletânea reúne histórias que foram adaptadas com qualidade variada para o cinema. Dos sete contos, os dois últimos são os mais fracos, porém, não comprometem a experiência de ler a obra de um dos autores mais interessantes da ficção científica do século XX.

Astro City – Through Open Doors, roteiro de Kurt Busiek e arte de Brent Anderson. Busiek e Anderson mostram com competência, mais uma vez, como é a vida numa cidade de super-heróis, ao mesmo tempo em que fazem uma homenagem ao gênero. O único problema é que essa edição deixa muitas perguntas no ar.

Retrospectiva de 2017

Com o ano acabando, chegou a hora de rever e comentar alguns livros, quadrinhos, games, seriados e filmes que me chamaram a atenção.

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Li 38 obras, incluindo aqui ficção, não ficção e quadrinhos (graphic novels e compilações de edições):

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Na Eternidade Sempre é Domingo, de Santiago Santos. Já conhecia o trabalho do Santiago com flash fiction, assim, foi uma ótima surpresa ler esse livro que mistura diário de viagem pela Bolívia e Peru com o fantástico, mostrando a fascinante história da civilização inca, e que fica ainda melhor por causa da prosa concisa.

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Cyber World: Tales of Humanity’s Tomorrow, organizado por Jason Heller e Joshua Viola. Não sou fã de coletâneas com muitos contos, mas gostei do resultado final desta: tem textos que lembram as histórias de William Gibson (o pai do cyberpunk) até outros que poderiam ter saído de uma temporada de Black Mirror. Recomendado não só para quem gosta de cyberpunk, mas também de boa ficção científica.

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Fragments of Horror, roteiro e desenhos de Junji Ito. A arte de Ito (Tomie e Uzumaki), nesta coletânea de oito histórias, continua espetacular, transmitindo apreensão e o terror. Mas tive a impressão que ele não sabia o final (ou teve preguiça de descobri-lo) na maioria da histórias, precisando inventar um desfecho bizarro que nem sempre combinou com o que ele estipulou antes na trama.

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Injection, roteiro de Warren Ellis e arte de Declan Shalvey. Com uma premissa interessante e personagens bizarros, Ellis e Shalvey contam uma história que mistura ficção científica e fantasia, lembrando os bons tempos de Planetary (também de Ellis e com arte de John Cassaday)

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Não só comprei menos jogos (ainda tenho dezenas de games intocados!), como também joguei pouco. O que me chamou a atenção foi:

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Oxenfree (PC). Excelente adventure com um clima sobrenatural que lembra vagamente o de Stranger Things. Destaque para os personagens tridimensionais e seus diálogos, pois a escolha destes últimos pelo jogador afeta os finais diferentes da trama.

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Comecei a ver várias séries na Netflix, mas foram poucas que cheguei ao último episódio da temporada. As exceções foram:

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Rick & Morty – 2ª temporada. Essa animação continua tão divertida quanto antes, e com direito a um cliffhanger no final da temporada.

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The Expanse – 1ª temporada. Ótima adaptação do livro space opera (com um toque de FC hard) de James S. A. Corey; em alguns pontos, até superou o material original.

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Stranger Things – 2ª temporada. O fator novidade passou, mas a trama continua instigante (e com mais referências aos anos de 1980), assim como os personagens (além do acréscimo de novos).

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Consegui ir ao cinema mais vezes do que no ano passado mas, mesmo assim, perdi a exibição de vários filmes.

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It – A Coisa. Apesar de um CGI exagerado em algumas cenas (e que acaba distraindo o espectador), o filme cumpre sua função de contar uma boa história.

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Blade Runner 2049. Um daqueles casos raros nos quais a continuação alcança — e até mesmo supera — o filme original, um clássico do cinema.

Um Feliz e Próspero 2018 para todos! 🙂

 

Livro, quadrinhos e coletânea

Faz quase três meses que não coloco nada por aqui, mas é por uma boa razão – ou melhor, três razões.

A primeira é que estou revisando um livro que escrevi há exatamente um ano. Era para ter começado a reescrevê-lo ainda no final de 2014, mas o problema de saúde que tive acabou por bagunçar o cronograma do projeto – porém, antes tarde do que nunca, é claro. Vou entregá-lo para meu editor neste segundo semestre.

A segunda razão: voltei a ler e escrever quadrinhos, uma das minha paixões, mas que deixei de lado cansado da má qualidade do que encontrava (principalmente no gênero de super-heróis). No entanto, durante esses anos afastados, apareceu coisa boa por aí, tanto no cenário nacional como internacional, e agora tento recuperar o tempo perdido – enquanto simultaneamente escrevo um roteiro de vinte páginas para uma coletânea. Já encontrei um artista talentoso para desenhar a história que é uma mistura de espada & feitiçaria com ficção científica.

Por último, depois de ajudar a organizar duas coletâneas com contos inspirados no universo de Sherlock Holmes para a editora Draco, me preparo para montar um livro com histórias de vários autores nacionais também baseadas no trabalho de um famoso escritor de fantasia. Por enquanto, não posso falar muito, mas essa nova coletânea tem tudo para ser legal.

E é isso por hoje. Espero trazer mais detalhes na próxima vez – enquanto isso, se quiser pode me acompanhar no Facebook ou Twitter.

Até a próxima!

Lançamento de Da Terra à Lua e Famintas em SP

Estevão Ribeiro, autor de Os Passarinhos (já comentado aqui), lança duas novas HQs neste sábado, 10/01, às 15:00h.

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Da Terra à Lua (Nova Fronteira) é uma graphic novel que mistura o famoso livro de Júlio Verne com o filme Viagem à Lua, de George Méliès. Já Famintas, que conta com a arte de Lucas Marques, mostra cinco vampiras que, para sobreviver, precisam se aliar a um ex-seminarista. Esta HQ é também a estreia no mercado da Aquário Editorial, editora do próprio Estevão.

Livros de 2013 – 1ª parte

Metade do ano chegou, então é hora de fazer comentários sobre alguns dos livros lidos até o momento, incluindo álbum de quadrinhos (há tempos eu não lia HQs). A leitura de ebooks aumentou bastante com a compra do Kindle:  12 livros contra 3 lidos no ano passado usando o aplicativo para celular. Da mesma forma, a pilha de livros virtuais também “subiu”, ainda mais com vários deles baratos ou até disponíveis de graça:

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Protetores (Underworld), de Duda Falcão. O romance de estreia do escritor gaúcho traz as aventuras de um grupo enfrentando ameças sobrenaturais em Porto Alegre. A história é ágil (um traço que já notei nos textos curtos do autor), com o cenário do sul do Brasil sendo um ponto que também me atraiu. Outro detalhe que vale comentar é a produção caprichada da editora e as ilustrações no livro, se encaixando no clima de suspense da trama. No entanto, o livro poderia ser bem melhor se a ação, ao invés de meramente narrada como acontece em vários trechos, fosse mostrada – da forma que foi feita, acaba lembrando a narração de uma partida de RPG (principalmente nas cenas de combate). Outro ponto que precisa ser trabalhado são alguns dos personagens que, baseados em arquétipos de ação/aventura, beiram o estereótipo. De qualquer forma, o livro deixa várias perguntas interessantes no ar e fico aqui aguardando pela continuação.

Battle Royale (VIZ Media), de Koushun Takami, é uma ficção distópica que mostra adolescentes participando de um jogo cruel no qual são forçados a se matar, até que reste apenas um. A trama é ligeira e divertida, com cenas de violência exagerada e personagens rasos, com exceção do trio de protagonistas. Mas Takami consegue capturar bem a típica angústia adolescente, usando os arquétipos do(a) garoto(a) esportista, rebelde, nerd (otaku), piriguete etc. e que, ainda por cima, precisam se matar para sobreviver. A obra foi lançada no Japão em 1998 e a versão lida em inglês é de 2009, trazendo um posfácio com o autor e um adesivo na capa com a frase The original survival game! – deixando bem claro que Battle Royale é anterior ao Jogos Vorazes, livro de 2008 acusado de ser cópia da obra japonesa (tirando alguns pontos em comum, são livros com propostas diferentes).

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Imaginários em Quadrinhos 1 (Draco) é a primeira antologia em quadrinhos da editora paulista. Com organização de Raphael Fernandes (editor da revista MAD) e a participação dos quadrinistas Raphael Salimena, Jaum, Dalton Dalts, Zé Wellington, Marcus Rosado, Camaleão, Alex Mir e Alex Genaro, a publicação traz uma mistura de histórias de ficção científica, fantasia e terror, tal como a coleção em prosa com o mesmo nome. O resultado final ficou equilibrado e bem acima da média, com os destaques ficando por conta de Ôch (roteiro e arte de Salimena), A revolução não será compartilhada (roteiro de Fernandes e arte de Dalts) e Apagão (roteiro de Fernandes e arte de Camaleão). Vale lembrar que esta última história está sendo transformada em um projeto maior, através de financiamento coletivo.

Afraid, de Jack Kilborn. J.A. Konrath é um dos atuais astros do mundo da autopublicação digital, vendendo milhares de livros e contos em diversos gêneros literários. Sob o pseudônimo de Jack Kilborn, ele escreve histórias de horror, como é o caso deste romance: um helicóptero cai numa cidade nos cafundós dos Estados Unidos, liberando algo que elimina aos poucos a minúscula população do local e cabendo a um xerife idoso deter a matança. O livro se sustenta principalmente pelo suspense (lembrando em alguns momentos as obras de Stephen King e Dean Koontz), já que os personagens não são exatamente profundos (se procura por isso, vai se decepcionar). É também um prato cheio para os apreciadores do chamado torture porn, com descrições detalhadas de ferimentos, amputações, decapitações etc.  Ao final, cumpre com a promessa de divertir o leitor por algumas horas.