Editora Draco com até 70% de desconto

O catálogo da Editora Draco está em promoção na Amazon com até 70% de desconto — mas é só até 26/01.

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Por R$ 0,90 (!), você pode levar o conto retrofuturista Vida e morte do último astro pornô da Terra, ou o faroeste sobrenatural Traga-me o escalpo de Jesús Christopherson. Clique aqui e veja outros e-books dessa superpromoção e aproveite os descontos!

Resenha de O Outro Lado do Crime

Saiu a primeira resenha da coletânea O outro lado do crime — e destacando positivamente o meu conto hardboiled O que acontece em BOTtown ! Vale a pena ler o artigo do Alex André , do blog Lendo Muito, e conhecer a opinião dele.

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Lembrando que o livro já está à venda — que tal começar o ano lendo nove ótimas histórias?

O mais novo trabalho do detetive particular Simón Hermes é encontrar a esposa desaparecida de um alto executivo em Marte. Conforme se aprofunda na investigação, ele descobre o envolvimento da mulher em uma antiga religião, levando o detetive ao bairro de BOTtown, o lugar mais perigoso do planeta vermelho.

Em O Outro lado do Crime – Casos Sobrenaturais, a atmosfera de mistério das narrativas policiais se mistura com a aura insólita do fantástico, em histórias que vão testar sua coragem e seu poder de dedução. Você está convidado a embarcar nestes microuniversos peculiares e tentar desvendar cada um dos nove crimes apresentados ao lado dos organizadores Bruno Anselmi Matangrano e Debora Gimenes, e dos autores Fernanda Borges, James Andrade, Luis Eduardo Matta, Marcelo Augusto Galvão, Natália Couto Azevedo, O. A. Secatto e Vera Carvalho Assumpção. Você está preparado?

 

Lançamento de O Outro Lado do Crime

Neste sábado tem lançamento em São Paulo de uma coletânea que conta com minha participação.

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Organizada por Bruno Matangrano e Debora Gimenes, O outro lado do crime – Casos Sobrenaturais (Llyr Editorial) reúne nove contos que misturam histórias policiais com elementos fantásticos. Eu participo com a história hardboiled O que acontece em BOTtown:

O mais novo trabalho do detetive particular Simón Hermes é encontrar a esposa desaparecida de um alto executivo em Marte. Conforme se aprofunda na investigação, ele descobre o envolvimento da mulher em uma antiga religião, levando o detetive ao bairro de BOTtown, o lugar mais perigoso do planeta vermelho.

Em O Outro lado do Crime – Casos Sobrenaturais, a atmosfera de mistério das narrativas policiais se mistura com a aura insólita do fantástico, em histórias que vão testar sua coragem e seu poder de dedução. Você está convidado a embarcar nestes microuniversos peculiares e tentar desvendar cada um dos nove crimes apresentados ao lado dos organizadores Bruno Anselmi Matangrano e Debora Gimenes, e dos autores Fernanda Borges, James Andrade, Luis Eduardo Matta, Marcelo Augusto Galvão, Natália Couto Azevedo, O. A. Secatto e Vera Carvalho Assumpção. Você está preparado?

O livro será lançado neste sábado, às 15h00, no estande da Vermelho Marinho na Primavera Literária de São Paulo (Parque Villa Lobos — Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 1025 – Pinheiros – São Paulo).

Black Friday na Amazon.br

Começou a Black Friday da Amazon, trazendo os e-books da Editora Draco com um descontão, incluindo meus contos e noveletas.

Por exemplo:o retrofuturista Vida e morte do último astro pornô da Terra, o horror Criança Feia, o sherlockiano Das reminiscências do Dr. Ormond Sacker, clínico geral, a space opera Inferno de Dantès, a fantasia erótica A arte mística de minerar teratolítios em Ixcuina e o faroeste sobrenatural Traga-me o escalpo de Jesús Christopherson estão por R$ 1,99 cada.

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Já as coletâneas Imaginários – volume 3, Sherlock Holmes: Aventuras Secretas e Depois do fim estão por R$ 5,90 cada — enquanto Space Opera – volume 2 baixou para R$ 2,40 (!).

Aproveitem!

Coletâneas digitais com desconto

Dica para essas Olimpíadas: a Amazon colocou em promoção duas coletâneas em e-books bem legais da Editora Draco, ambas com um conto meu!

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Imaginários – vol. 3 (organizado por Erick Sama) tem histórias de ficção científica, terror e fantasia, incluindo o meu conto retrofuturista Vida e morte do último astro pornô da Terra. São 10 contos por R$ 5,22.
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Depois do Fim (organizado por Eric Novello) traz contos em cenários pós-apocalípticos, caso da minha história Sangue Santo. Por R$ 7,00 você leva 8 contos, todos ilustrados.

A arte mística de minerar teratolítios em Ixcuina

A Editora Draco lançou no último final de semana mais um conto meu em formato digital: A arte mística de minerar teratolítios em Ixcuina, história que faz parte da coletânea Erótica Fantástica – volume 2, organizada por Gerson Lodi-Ribeiro.

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A primeira versão dessa história surgiu em 2008, com o objetivo de conseguir uma vaga numa coletânea de literatura fantástica. Fazia pouco tempo que havia lido The New Weird, antologia organizada por Jeff e Ann VanderMeer que trazia contos desse gênero literário, na época muito debatido no Orkut (lembram dele?) e em listas de discussões do Yahoo (ainda frequentam alguma?). Daí que, inspirado pela leitura de algumas daquelas histórias, resolvi tentar — ênfase em tentar — escrever meu próprio conto new weird. Eu gostei do resultado final da história, mas os organizadores da coletânea não pensaram assim; com a recusa dela, acabei por “engavetá-la”.

Mas então, três anos depois, surgiu a chamada para Erótica Fantástica, um projeto do Gerson que é “sucessor espiritual” da antologia com a mesma temática e também organizada por ele chamada Como era gostosa minha alienígena! (Ano Luz, 2002). Resolvi que era uma boa hora para reescrever a história, acrescentando alguns detalhes e eliminando outros, aproveitando o cenário que mistura ficção científica e fantasia com erotismo.

E para minha satisfação, a história foi aceita, sendo programada para fazer parte do segundo volume desse belíssimo projeto gráfico da Draco (como de costume, diga-se de passagem) e ao lado de outros autores talentosos.

Da sinopse:

No mundo de Ixcuina, as pessoas celebram a Noite dos Mortos com comida, bebida e orgias até o nascer dos sóis gêmeos. É também a única oportunidade no ano para, através da magia, um rapaz invocar o espírito da amada recém-falecida e encontrá-la mais uma vez.

Trecho:

  O festival da Noite dos Mortos começou com gritos de euforia, logo abafados pelos estouros dos fogos de artifício assim que o segundo sol se pôs. Pela janela daquela casa encravada no morro, Zander viu o show pirotécnico iluminar a cidade abaixo, seus prédios cúbicos espalhados ao redor dos descomunais Grotescos.

            Ainda que fosse a sua primeira visita à capital de Ixcuina, o jovem minerador conhecia a fama da tradicional celebração anual do planeta. Entre o poente e a alvorada, milhares de pessoas participavam com entusiasmo da festa. Comiam, bebiam, gastavam dinheiro nas barracas de prêmios, cantavam para homenagear seus antepassados e também celebrar a vida em orgias que só terminavam com os primeiros raios dos sóis.

            – O que você pede demanda tempo e dinheiro. Tem certeza de que quer mesmo fazer? – disse o homem de cabelos escuros e crespos ao lado de Zander. Os fogos explodiam agora na forma de crisântemos brancos, flor que simbolizava a morte entre algumas culturas da Antiga Terra, além de ser também a planta preferida de Aishe. A lembrança da namorada fez um laço se apertar em torno do coração do rapaz, uma sensação que o acometia com frequência desde que ela morrera três dias antes.

            Zander se voltou na direção do homem que fizera a pergunta. Dzuge vestia um avental por cima de uma túnica azul e na mão levava uma colher de madeira; se usasse um chapéu comprido e branco, passaria facilmente por cozinheiro de algum restaurante.

            Mas Dzuge estava longe de ser um chef.

***

Além desse ebook , vale lembrar que tenho outros publicados pela editora:

astroporno

Vida e morte do último astro pornô da Terra 

Em um passado que nunca houve, androides protagonizam filmes para entretenimento adulto. Um decadente ator do gênero quer reencontrar o sucesso e a glória enquanto se adapta à nova realidade.

criança

Criança Feia

Depois de muito tempo, Cristina finalmente havia encontrado paz na vida. Mas a aparição de um fantasma acaba com a ilusão de tranquilidade, forçando a moça a encarar um passado de sofrimento.

space opera inferno

Inferno de Dantès

Guerras são travadas entre dois governos interestelares pela posse de artefatos tecnológicos de uma poderosa civilização alienígena já extinta. Para recuperá-los, homens, mulheres e animais geneticamente alterados se juntam ao Corpo de Fuzileiros Xenocientistas. Dantès Mercuria era um soldado exemplar, até o dia em que se viu condenado a passar o resto da vida na prisão por um crime que não cometeu. Mas a chance de voltar à ativa surge ao ser convocado para uma missão, onde ele lidará com os perigos de um mundo inóspito e a desconfiança de seus antigos colegas, enquanto tenta salvar a galáxia.

sherlock

Sherlock Holmes – Das reminiscências do Dr. Ormond Sacker, clínico geral

John Watson foi assassinado. Cabe a Sherlock Holmes e ao Dr. Ormond Sacker, o médico com quem divide o apartamento no 221B da Rua Baker e que é o biógrafo do detetive consultor, investigarem o crime brutal.

traga-me o escalpo

Traga-me o escalpo de Jesús Christopherson

O Oeste americano do século XIX é um lugar cheio de histórias fantásticas – tão fantásticas que muitos duvidam de sua veracidade. Barnaby Kapper é um desses céticos, até o dia em que é contratado para caçar um homem e acaba conhecendo o povoado de Cuernos del Diablo.

saltimbanco

Saltimbanco

Ao fazer um pedido especial aos deuses, um jovem artista descobre que até mesmo as divindades têm um senso de humor peculiar.

Inveja

Cecyla mirou-se no espelho pela terceira vez em menos de um minuto. O reflexo continuava a mostrar a mesma jovem de feições delicadas e corpo atraente, pele bronzeada contrastando com cabelos loiros.

Nada de anormal.

Por enquanto.

Serviu-se de uma taça de vinho na cozinha da casa, observando o sol descer no horizonte marciano, a luz filtrada pelo domo que protegia a capital do planeta vermelho das ameaças exteriores. Seu olhar se fixou numa pequena mancha azulada no céu: aquela era a Terra, de onde seus pais haviam fugido cinco décadas antes.

E então Cecyla imaginou por um instante como seria viver naquele mundo. O pensamento a desesperou, mesmo que só conhecesse os terráqueos através de vídeos na iNet; considerava os pais e os outros primeiros habitantes de Marte como pré-marcianos ou, ainda, transhumanos pioneiros.

Com os lábios trêmulos, tomou um gole demorado da taça. Lá fora, as sombras desciam sobre canais, vales e cânions.

Um som agudo atraiu sua atenção para o monitor na sala conectado à iNet. A tela mostrava mais um dos avisos do governo marciano, transmitidos desde o meio-dia quando a população fora ordenada, sem maiores explicações, a deixar os afazeres e voltar para suas casas. Agora, o aviso pedia que todos os cidadãos continuassem em seus lares até que a situação se normalizasse – desobediência seria punida com prisão imediata.

E só. Nenhuma informação sobre o que acontecera ou o porquê da ordem repentina. Desde que voltara correndo da universidade, ela tentara obter maiores notícias com todos que conhecia, conseguindo apenas boatos diversos.

– Os terráqueos não se esqueceram da surra que levaram – Nadia dissera, os olhos grandes e de um dourado tão intenso quanto o do sol. A melhor amiga de Cecyla se referia ao conflito militar iniciado quando Marte declarou que, cansada dos pesados tributos, não seria mais uma colônia da Terra. Após infrutíferas conversas diplomáticas, os terráqueos tentaram invadir o planeta vermelho. Os marcianos os derrotaram com facilidade, encerrando a guerra três meses atrás.

Era o que todos em Marte pensavam.

Já a Terra tinha uma opinião diferente.

– Você sabe como eles são mesquinhos, não é? – Nadia continuou. As aulas de história haviam ensinado à Cecyla que boa parte dos terráqueos achava absurda a ideia de transhumanismo: a procura por melhoras de características físicas e mentais, usando engenharia genética e nanotecnologia, seria uma afronta à natureza. Por isto seus pais exilaram-se no planeta vermelho.

Nessas ocasiões, ela sempre concluía, assim como vários dos seus compatriotas, que tudo era uma questão de inveja por parte dos “vizinhos”. Os transhumanos eram parte de uma elite de cientistas visionários, donos de corpos perfeitos e mentes centenas de vezes mais aguçadas que as dos humanos, seres confinados naquelas estruturas frágeis, cheias de imperfeições biológicas e sujeitas a todo tipo de enfermidade.

– A Terra quer vingança – E Nadia contou o rumor que ouvira: de alguma forma, os terráqueos haviam introduzido em Marte uma doença infecciosa, engenhada para minar o sistema imunológico transhumano, alastrando-se velozmente e com os primeiros sintomas manifestando-se em horas. Talvez até existisse uma chance de cura se a doença fosse diagnosticada no início.

Várias imagens surgiram no monitor de Cecyla, transmitidas pela amiga: mostravam, ao longo da história terráquea, humanos deformados pela peste bubônica, varíola e sífilis, definhando em hospitais imundos, largados em valas comuns, empilhados enquanto chamas alaranjadas os consumiam para evitar maior contaminação.

A tal infecção, diziam os boatos, lembrava às vítimas marcianas que elas não eram tão perfeitas como pensavam.

– Os terráqueos querem nos destranshumanizar, Cecy.

Foi naquele instante que a tela enegreceu; segundos depois, um informe do governo aparecera noticiando que, ante boatos infundados, a iNet estava sob intervenção para evitar pânico desnecessário.

E agora Cecyla estava completamente isolada.

Ela abriu uma segunda garrafa de vinho. A noite era total fora do domo; na penumbra da casa, não conseguia sequer ver seu reflexo no espelho do corredor. Outro aviso surgiu, informando que os cidadãos deveriam esperar a chegada de uma equipe de profissionais médicos. Cecyla engoliu em seco: pelo visto, o boato estava certo.

Um gemido soou na porta da frente.

O coração dela bateu mais rápido; seus ouvidos apurados captaram o som se repetir com força.

Alguém lá fora sentia muita dor. Cautelosamente, ela se aproximou da janela. Uma pessoa se encontrava em posição fetal sobre o capacho da entrada, olhos fechados e respiração ofegante. Sob as luzes dos postes públicos, feridas negras e úmidas brilhavam, desfigurando toda a pele.

Perto dali, um veículo freou bruscamente, as portas abrindo-se com rapidez.

A vítima virou a cabeça na direção da janela e levantou as pálpebras. Úlceras pequenas se espalhavam ao redor dos grandes olhos de tom dourado – um dourado tão intenso quanto o do sol.

Cecyla sufocou um grito, levando as mãos à boca, e acabou por apalpar um caroço pequeno e doloroso logo acima dos lábios.

Passos apressados ecoaram na rua. Um grupo de homens e mulheres em trajes brancos de proteção – a familiar cruz vermelha e simétrica estampada nos torsos – aproximava-se.

Médicos, finalmente. Ainda existia uma chance de salvação.

E então ela reparou nos tubos metálicos compridos que empunhavam. Na extremidade de cada um deles, brilhava uma chama alaranjada.

Cecyla se afastou da janela. A campainha tocou segundos depois.

(conto publicado originalmente no site O Nerd Escritor)