Resenha para Saltimbanco

Meu conto Saltimbanco — que pode ser lido gratuitamente em várias plataformas — continua sendo bem avaliado: desta vez, foi pelo site Only The Strong Survive.

survive

Na opinião de Verônica Inamonico, “o autor foi capaz de criar um enredo perfeito e de duração precisa, sem deixar faltar nada ao seu leitor” 🙂 Vale a pena ler o resto do artigo, que ainda resenha outros e-books também lançados pela Editora Draco.

Livros de 2014 – 1ª parte

Já estamos no segundo semestre do ano, então é hora de comentar alguns livros que chamaram a minha atenção (além de voltar a escrever no blog, agora com um novo visual).

Butch

Butch Fatale – Dyke Dick: Double-D Double Cross, de Christa Faust. Faust é considerada uma das melhores escritoras de ficção criminal da atualidade, criando personagens femininas que se aventuram no cenário de alguma subcultura. Foi assim em Moneyshot (pornografia), Choke Hold (artes marciais mistas) e, com este livro, o mundo LGBT (com ênfase no L). Butch Fatale é uma detetive particular de Los Angeles contratada para encontrar a namorada desaparecida da sua mais recente cliente. E como não podia deixar de acontecer em uma história criminal, ela descobre que a moça morreu de uma aparente overdose, para então envolver-se numa trama com assassinatos, política, chantagem e muito, muito sexo.

Fatale é uma espécie de versão lésbica do detetive hardboiled Mike Hammer, com direito até mesmo a uma secretária sexy. A diferença aqui fica com o humor (a começar pelo título do livro) e as cenas bem apimentadas de sexo, já que Butch nunca resiste a um rabo de saia. A trama tem ação em dose certa (apesar de uma perseguição no final que beira o absurdo…) e mostra não só parte da subcultura LGBT, mas também a de Hollywood.

Galveston

Galveston, de Nic Pizzolato (Scribner). Antes de criar a série True Detective, uma das grandes surpresas do ano na TV, Pizzolato escreveu em 2010 este livro que tem como cenário a cidade texana do título. O personagem principal é Roy Cady, um criminoso que descobre que tem câncer logo na primeira página, mas este será o menor dos seus problemas quando ele também descobre que alguém quer matá-lo.

Este é um típico noir, a começar pelo protagonista, um bandido calejado pela vida condenado por uma doença, e prosseguindo pelo clima fatalista que permeia o livro. Pizzolatto sabe contar uma história instigante – ainda que ela se arraste por alguns capítulos do meio, como se ele embromasse só para que o livro ficasse maior -, porém, pode decepcionar os leitores que esperam reviravoltas; na realidade, chega a ser previsível em determinado ponto. O forte mesmo aqui são os personagens, pessoas que vivem no submundo da sociedade e tentam se reerguer de alguma forma, lembrando em vários momentos as obras de David Goodis, um dos grandes nomes do gênero, com obras como Atire no pianista. Para os fãs da série de TV interessados neste trabalho de Pizzolato, vale notar alguns detalhes que ele usa na trama e que depois aproveitaria em True Detective, incluindo o fato da história se passar em duas épocas distintas.

last

Last Days, de Brian Evenson (Underland Press). Este foi um dos livros mais bizarros que li nos últimos anos, a começar pela premissa na qual Kline, ex-policial que teve a mão amputada por um criminoso, é forçado a solucionar um assassinato em uma seita formada por mutilados.

A história começa bem, em parte pela excentricidade da situação em que Kline se envolve e com a recusa dos seguidores em colaborarem com a investigação, já que a seita tem uma curiosa ordem hierárquica: quanto mais mutilada a pessoa, mais ela é respeitada pelos seus pares. Porém, a trama perde a força na última metade quando mais bizarrices surgem e que nem sempre são bem aproveitadas.

Evenson tem uma prosa lacônica que lembra a de Dashiell Hammett, o que não é surpresa, pois o famoso autor hardboiled foi uma das inspirações para o livro, conforme o próprio Evenson explica ao final. A obra conta ainda com um interessante prefácio escrito por Peter Straub (Os Mortos-Vivos, Koko), mas cheio de spoilers.

Livros de 2013 – 2ª parte

Chegou o último dia do ano, então é hora da lista de livros de 2013 e das estatísticas aleatórias. Foram 42 lidos, o que significa um aumento de 40% se comparado com o ano passado, sendo 22 na forma de ebooks através do Kindle. Li muita não-ficção (11) e ficção criminal/suspense (17), em parte devido ao projeto em que estou envolvido, e o restante se dividiu em horror, fantasia, ficção científica e obras que não se encaixam em rótulos.

Abaixo, meus comentários breves de alguns dos livros:

suicidas

Suicidas, de Raphael Montes (Benvirá). Ótimo livro de estreia desse jovem autor, mostrando talento em criar personagens e uma trama amarrada e empolgante, além de saber usar as convenções do gênero (como a do “caso da sala fechada”, tradicional na literatura policial).

Blood on the desert/ A house in Naples, de Peter Rabe (Stark House). Rabe foi um dos grandes nomes dos paperbacks (livros de bolso) americanos dos anos 50/60. Nesta edição dupla, a primeira história é um suspense de espionagem sem graça; já a segunda mostra o talento de Rabe em tecer uma trama noir.

fake

Fake I.D., de Jason Starr (Hard Case Crime). Um noir na tradição de obras como Assassino em Mim, com um protagonista sociopata fazendo de tudo para conseguir o que quer. Não só o personagem é interessante, mas a trama é ágil.

Kill Whitey, de Brian Keene (Cemetery Dance). O que começa como um suspense tradicional (jovem se apaixona pela prostituta de um cafetão violento e fica obcecado) se transforma em um história sobrenatural lá pelo meio do livro. Keene é conhecido nos EUA por suas tramas de horror e aqui ele não decepciona quem gosta de descrições sanguinolentas.

E é isso. Vamos ver se consigo comentar mais livros da próxima vez.

Feliz e Próspero 2014!

Livros de 2013 – 1ª parte

Metade do ano chegou, então é hora de fazer comentários sobre alguns dos livros lidos até o momento, incluindo álbum de quadrinhos (há tempos eu não lia HQs). A leitura de ebooks aumentou bastante com a compra do Kindle:  12 livros contra 3 lidos no ano passado usando o aplicativo para celular. Da mesma forma, a pilha de livros virtuais também “subiu”, ainda mais com vários deles baratos ou até disponíveis de graça:

protetores

Protetores (Underworld), de Duda Falcão. O romance de estreia do escritor gaúcho traz as aventuras de um grupo enfrentando ameças sobrenaturais em Porto Alegre. A história é ágil (um traço que já notei nos textos curtos do autor), com o cenário do sul do Brasil sendo um ponto que também me atraiu. Outro detalhe que vale comentar é a produção caprichada da editora e as ilustrações no livro, se encaixando no clima de suspense da trama. No entanto, o livro poderia ser bem melhor se a ação, ao invés de meramente narrada como acontece em vários trechos, fosse mostrada – da forma que foi feita, acaba lembrando a narração de uma partida de RPG (principalmente nas cenas de combate). Outro ponto que precisa ser trabalhado são alguns dos personagens que, baseados em arquétipos de ação/aventura, beiram o estereótipo. De qualquer forma, o livro deixa várias perguntas interessantes no ar e fico aqui aguardando pela continuação.

Battle Royale (VIZ Media), de Koushun Takami, é uma ficção distópica que mostra adolescentes participando de um jogo cruel no qual são forçados a se matar, até que reste apenas um. A trama é ligeira e divertida, com cenas de violência exagerada e personagens rasos, com exceção do trio de protagonistas. Mas Takami consegue capturar bem a típica angústia adolescente, usando os arquétipos do(a) garoto(a) esportista, rebelde, nerd (otaku), piriguete etc. e que, ainda por cima, precisam se matar para sobreviver. A obra foi lançada no Japão em 1998 e a versão lida em inglês é de 2009, trazendo um posfácio com o autor e um adesivo na capa com a frase The original survival game! – deixando bem claro que Battle Royale é anterior ao Jogos Vorazes, livro de 2008 acusado de ser cópia da obra japonesa (tirando alguns pontos em comum, são livros com propostas diferentes).

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Imaginários em Quadrinhos 1 (Draco) é a primeira antologia em quadrinhos da editora paulista. Com organização de Raphael Fernandes (editor da revista MAD) e a participação dos quadrinistas Raphael Salimena, Jaum, Dalton Dalts, Zé Wellington, Marcus Rosado, Camaleão, Alex Mir e Alex Genaro, a publicação traz uma mistura de histórias de ficção científica, fantasia e terror, tal como a coleção em prosa com o mesmo nome. O resultado final ficou equilibrado e bem acima da média, com os destaques ficando por conta de Ôch (roteiro e arte de Salimena), A revolução não será compartilhada (roteiro de Fernandes e arte de Dalts) e Apagão (roteiro de Fernandes e arte de Camaleão). Vale lembrar que esta última história está sendo transformada em um projeto maior, através de financiamento coletivo.

Afraid, de Jack Kilborn. J.A. Konrath é um dos atuais astros do mundo da autopublicação digital, vendendo milhares de livros e contos em diversos gêneros literários. Sob o pseudônimo de Jack Kilborn, ele escreve histórias de horror, como é o caso deste romance: um helicóptero cai numa cidade nos cafundós dos Estados Unidos, liberando algo que elimina aos poucos a minúscula população do local e cabendo a um xerife idoso deter a matança. O livro se sustenta principalmente pelo suspense (lembrando em alguns momentos as obras de Stephen King e Dean Koontz), já que os personagens não são exatamente profundos (se procura por isso, vai se decepcionar). É também um prato cheio para os apreciadores do chamado torture porn, com descrições detalhadas de ferimentos, amputações, decapitações etc.  Ao final, cumpre com a promessa de divertir o leitor por algumas horas.

Livros de 2012

Consegui ler três livros a mais do que no ano passado – pouca coisa, tenho que reconhecer, para quem tem uma fila gigantesca de livros a ler (e que continua comprando mesmo assim).

Algumas estatísticas aleatórias: 2 antologias, 3 coletâneas, 8 livros de ficção criminal/suspense, 21 de ficção fantástica, 1 de não-ficção, 2 releituras. Vale lembrar que boa parte do que li desafia aqueles rótulos para gêneros literários, muitas vezes os misturando numa obra só.

Os destaques – para o bem e para o mal – foram:

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Rei Rato – China Miéville (Tarja, tradução de Alexandre Mandarino). Mais conhecido por ser um dos expoentes do New Weird, a estreia de Miéville foi essa excelente fantasia urbana. A versão nacional conta pontos extras pela tradução e notas explicativas.

O Peregrino – Em busca das crianças perdidas – Tibor Moricz (Draco).  Este  weird western tem um cenário até interessante e uma trama que é enriquecida com o estilo de Tibor; o problema é o personagem principal, sem um pingo de carisma e que se arrasta pela história.

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By Bizarre Hands – Joe Lansdale (Avon). Lançada em 1989, esta foi a primeira coletânea deste autor de literatura fantástica e criminal (e um dos meus favoritos também). São dezesseis contos ótimos, de ficção criminal na sua maioria, em que destaco “Tight Little Stitches in a Dead Man’s Back” e “Letter From the South, Two Moons West of Nacogdoches”.

A Sombra no Sol – Eric Novello (Draco). Instigante e visceral: estes são os primeiros adjetivos que vieram à mente ao acabar esta obra, e um ótimo livro para sair da zona de conforto da literatura. O mesmo vale para Dias Nublados, e-book que traz também entrevista, contos e um ensaio fotográfico com o autor.

The Fever Kill – Tom Piccirili (Creeping Hemlock). Por anos, Piccirilli escreveu livros de horror, sendo constantemente premiado. Depois, passou a escrever noir – e continuou a colecionar prêmios. Este livro traz todas as situações clássicas do gênero criminal e mais as obsessões do autor (como os muscle cars, presentes em toda sua obra).

fantasias

Fantasias Urbanas – vários autores (Draco). Eric Novello aparece de novo na lista, desta vez como organizador desta ótima antologia, alguns derivados de universos literários. Os destaques ficam para os contos de José Roberto Vieira, Ana Cristina Rodrigues e Erick Santos Cardoso.

Geração Subzero – vários autores (Record). Organizada por Felipe Pena, essa antologia tem a proposta de reunir autores desprezados pela crítica literária (a chamada “literatura séria”), mas adorados pelos leitores que procuram entretenimento (a tal “literatura barata” na visão daqueles críticos). Depois de uma introdução, somos apresentados aos vinte contos – infelizmente, de qualidade muito irregular: a maior parte dos textos não cumpriu a sua função de entreter, ainda mais se levarmos em conta o time de escritores.  A situação só melhora nas páginas finais com os últimos seis contos, em especial os de Delfim, Martha Argel e Cirilo S. Lemos.

É isso. Ainda tem muita coisa boa que comprei este ano mas não tive tempo de ler ou de acabar a leitura. De qualquer modo, verifiquei que, dos 30 livros lidos, 14 foram  adquiridos em 2012 – o que significa menos livros na minha pilha com mais de 100 obras a ler.

Feliz e Próspero 2013!

Livros de 2011

Tenho o costume de relacionar os livros lidos no ano, uma prática que comecei em 2000. Hoje em dia, com o Skoob e outros sites do gênero, ficou bem mais fácil atualizar a lista, mas ainda gosto de anotar no meu velho caderno.

Em 2011, fechei com 27 livros. Meu lado estatístico mostra aqui alguns dados, como 5 antologias (total de 59 autores), 4 livros de não-ficção e que o autor mais lido foi Cornell Woolrich. Os livros que se destacaram foram:

Cyber Brasiliana – Richard Diegues (Tarja). Este pós-cyberpunk foi comentado aqui.

Lovecraft Unbound – vários autores (Dark Horse). A veterana organizadora Ellen Datlow queria histórias inspiradas no trabalho de H. P. Lovecraft. Como resultado, obteve 20 contos de ótima qualidade – afinal, Datlow se cercou de feras como Michael ChabonCaitlín Kiernan e Joyce Carol Oates.

Neon Azul – Eric Novello (Draco). As 10 histórias com um cenário em comum e personagens que se entrecruzam em outras tramas tornam este romance fix-up uma ótima leitura, deixando mais perguntas do que respostas ao final.

Sagas – vol.1 – vários autores (Argonautas). A antologia de espada e feitiçaria foi resenhada aqui.

Revelation Space – Alastair Reynolds (Ace). Excelente combinação de space opera e ficção científica hard, subgêneros aparentemente excludentes – incluindo na mistura até mesmo um pouco de terror gótico, ao substituir a mansão decrépita e cheia de segredos por uma gigantesca nave misteriosa.

Space Opera – vários autores (Draco). Em um gênero atualmente mais conhecido no Brasil pela TV e cinema, os organizadores Hugo Vera e Larissa Caruso apostaram em 8 histórias com aventuras espaciais, todas de qualidade. Vale destacar os contos de Gerson Lodi-RibeiroFlávio Medeiros e Hugo Vera.

Casas de Vampiro – Flávio Medeiros (Tarja). Personagens redondos e trama envolvente são os pontos fortes desta história com vampiros, bem diferentes dos seres emasculados da saga Crepúsculo.

Cursed City – vários autores (Estronho). Essa antologia weird west, organizada por M. D. Amado, já chama a atenção pela capa, com um buraco de bala atravessando o livro. São 20 histórias, algumas ótimas, outras com uma boa ideia mas que precisavam de um tratamento melhor. Os contos que se destacam são os de Alfer Medeiros, Cirilo S. Lemos, Alliah e Romeu Martins.

Imaginários 3

Parece que foi ontem, mas já se passou meio ano (quase sete meses, na verdade) do lançamento do volume 3 da coleção Imaginários, organizado por Erick Santos Cardoso. Tive o prazer de  participar não só com o conto Vida e Morte do Último Astro Pornô da Terra, mas também de figurar ao lado de escritores talentosos que admiro – caso deFábio Fernandes e Ana Cristina Rodrigues -, além de conhecer o trabalho de Eduardo SpohrMarcelo Ferlin AssamiRober Pinheiro, Douglas MCT,Lidia Zuin, Cirilo S. Lemos e Fernando Santos de Oliveira.

Nesse meio tempo, a antologia colecionou ótimas resenhas pela internet. Abaixo, segue uma seleção de comentários quanto ao meu conto:

Eric Novello – autor de Neon Azul e um dos organizadores dos volumes 1 e 2 da Imagináriosescreve em seu blog que o conto é um dos pontos fortes da antologia, possuindo um “ótimo protagonista”, além de “uma prosa divertida e situações inteligentes”.

Para Romeu Martins, do blog Cidade Phantástica, é uma “excelente mistura de boa trama, ação de primeira, diálogos inspirados e especulação histórica” e que poderia ser classificado como um exemplar de transistorpunk.

Tibor Moricz – outro organizador dos primeiros volumes da Imaginários e autor de Síndrome de Cérbero, Fome e O Peregrino – lembra que já havia lido uma versão anterior do texto, na ocasião de uma premiação literária, e que sua opinião não mudou: continua achando o conto ótimo.

Eduardo Carvalho – colaborador do Portallos – escreve que ficou curioso com o título, sendo uma “ótima história, com muita ação, muito humor e um suspense básico no finalzinho”, classificando como um dos “melhores contos deste volume”.

Junior Cazeri, do Café de Ontem, concorda que o conto é “um dos mais envolventes da antologia, e muito bem escrito por sinal, pra ser lido sem olhar para os lados”. Porém, achou que um dos personagens teve uma “caracterização contraditória”.

Daniel Borba, no blog Além das Estrelas, também gostou do conto, achando “muito interessante essa história”.

Para Antonio Luiz M. C. Costa, colunista da Carta Capital e autor de Eclipse ao Pôr do Sol Crônicas de Atlântida, “é uma peça eficaz de humor negro e retrofuturismo – quer dizer, um cenário baseado em um futuro do pretérito. Uma possibilidade histórica ou tecnológica que não se realizou, mesmo se foi imaginada em algum momento do passado”.

Por fim, Josué de Oliveira, do blog Gotas Humanas, foi certeiro ao comentar que o conto tem “uma pegada hardboiled” e “uma narração seca que se aproxima do noir “, além de“boas cenas de briga”.

ATUALIZAÇÃO 1 (29/08/2011): Para Aléssio Esteves, do Contraversão, a antologia lembra a clássica revista de HQ Heavy Metal, em um misto “de alguns materiais muito bons e legais em meio a um monte de masturbação literária” e que o conto “mantém o ritmo (…), trazendo uma consequência pouco explorada quando se fala em avanços na robótica.”

ATUALIZAÇÃO 2 (18/01/2012): No blog Nooblandia, Gabriela de Souto escreve que o conto “foi muito divertido” e de que “vale a pena a leitura, pessoas mais pudicas não precisam se preocupar, não tem nada de exagerado”.

ATUALIZAÇÃO 3 (04/04/2012): Para Tatiana Jimenez Inda, a Leitora Viciada, o conto “mostra uma realidade alternativa com grande toque sarcástico”, sendo “inteligente e divertido” com “críticas ao desemprego tecnológico e falta de princípios morais”.

(Se alguém souber de mais alguma resenha que eu tenha deixado passar, por favor me avise).

Para encerrar, vale observar que a capa, ilustrada por Roko, cumpre muito bem sua função  de despertar a curiosidade no público, ainda que não tenha qualquer relação com os contos; a ilustração seria uma espécie de décima-primeira história do volume, deixando aos leitores a tarefa de imaginá-la. Nesse espírito, decidi escrever um conto pulp inspirado na bela arte e que pode ser conferido aqui.