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por Marcelo Augusto Galvão

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Posts de fevereiro \19\UTC 2011

Novas antologias

Publicado por Marcelo Augusto Galvão em 19/02/2011

Duas antologias com temáticas muito interessantes estão com inscrições abertas para o envio de contos.

A primeira é A Fantástica Literatura Queer, da Tarja, organizada por Cris Lasaitis Rober Pinheiro. Além de ser a primeira antologia de ficção científica e fantasia brasileira dedicada à diversidade sexual, o projeto também tem o objetivo de criar um marco para a literatura de gênerosobre gêneros, incluindo não somente a luta pela cidadania de gays, lésbicas e transgêneros, mas também a derrubada de tabus e preconceitos enferrujados dentro da nossa própria literatura. Para maiores detalhes, leia ao regulamento da chamada aqui.

A segunda é Le Monde Bizarre – O Circo de Horrores, do Estronho, organizado por M. D. Amado. Aqui, os escritores são convidados a explorar as histórias por trás de um circo macabro cuja existência atravessa séculos, junto com seus mais diversos artistas. Os autores convidados para o projeto são Alexandre Heredia e Iam Gore Godoy, enquanto o prefácio será de Medo B. O regulamento encontra-se aqui.

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O Baronato de Shoah – A Canção do Silêncio

Publicado por Marcelo Augusto Galvão em 16/02/2011

Steampunk com fantasia: essa é a proposta curiosa de O Baronato de Shoah, livro que me despertou a atenção há algum tempo. Confira abaixo o release:

O Baronato de Shoah – A Canção do Silêncio é o romance de estreia de José Roberto Vieira, uma emocionante aventura épica em um mundo fantástico e sombrio. Passado, presente e futuro se encontram com a cultura pop numa mistura de referências a animações, quadrinhos, RPG e videogames. Considerado o primeiro romance nacional pensado na estética steampunk, o mundo de O Baronato de Shoah une seres mitológicos como medusas e titãs a grandes inventos tecnológicos.

Desde o nascimento os Bnei Shoah são treinados para fazerem parte da Kabalah, a elite do exército do Quinto Império. Sacerdotes, Profetas, Guerreiros, Amaldiçoados, eles não conhecem outros caminhos, apenas a implacável luta pela manutenção da ordem estabelecida.

Depois de dois anos servindo o exército, Sehn Hadjakkis finalmente tem a chance de voltar para casa e cumprir uma promessa feita na infância: casar-se com seu primeiro e verdadeiro amor, Maya Hawthorn.

Entretanto, a revelação de um poderoso e surpreendente vilão põe Sehn perante um dilema: cumprir a promessa à amada ou rumar a um trágico confronto, sabendo que isso poderá destruir não só o que jurou amar e proteger, mas aquilo que aprendeu como a verdade até então.

Sobre o autor:

José Roberto Vieira

Nasceu em 1982, na capital de São Paulo. Formado em Letras pela Universidade Mackenzie, atuou como pesquisador pelo SBPC e CNPQ, atualmente é redator e revisor. Teve contos publicados na coletânea Anno Domini – Manuscritos Medievais (2008) e Pacto de Monstros (2009). BLOG www.baronatodeshoah.blogspot.com

O Baronato de Shoah – A Canção do Silêncio
Autor: José Roberto Vieira

Gênero: Literatura fantástica – romance

Formato: 14cm x 21cm

Páginas: 264 em preto e branco, papel pólen bold 90g
Capa: Cartão 250g, laminação fosca, com orelhas de 6cm
Preço de capa: R$ 46,90

O livro já pode ser reservado para pré-venda aqui.

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Leituras de Janeiro

Publicado por Marcelo Augusto Galvão em 06/02/2011

Em um mês de poucas leituras, vale destacar um pós-cyberpunk e um noir:

Cyber Brasiliana, de Richard Diegues

Em um mundo onde as novas potências se encontram agora abaixo da linha do equador, as pessoas vivem a maior parte do tempo em um cenário virtual  cujo destino, depois de ter sua existência ameaçada, repousa nas mãos  de um guerreiro, um cientista e uma programadora.

Além de escritor e editor da Tarja Editorial, Richard Diegues é desenvolvedor de sistemas para computadores – e essa faceta fica explícita neste romance de ficção científica. Narrado através de vários pontos de vista, esse livro pós-cyberpunk tem uma trama ágil, entremeada por explicações técnicas para o funcionamento do fascinante Hipermundo – o cenário virtual onde se passa boa parte da  história – e conta com personagens interessantes, como é o caso de Kamal. O linguajar técnico, porém, às vezes se torna um problema ao comprometer a fluência do texto, principalmente na parte final, podendo afastar alguns leitores iniciantes no gênero. Sente-se falta também de um maior detalhamento do mundo real da República Brasiliana e das outras nações desta realidade alternativa.

Para quem gostou da ambientação, vale a pena ler os contos presentes na coleção Paradigmas e na antologia Cyberpunk, todas da mesma editora.

Fright, de Cornell Woolrich

Prescott Marshall tem um bom emprego e uma noiva adorável , mas uma noite de bebedeira o leva a um crime e, a partir daquele dia, ele irá viver em um mundo de medo e paranoia.

Autor de alguns clássicos noir como Casei-me com um morto e A noiva estava de preto, além do conto que serviu de base para o filme Janela Indiscreta, Woolrich era um mestre em criar cenas de suspense e dono de um estilo poético, que inspirou escritores como Ray Bradbury. Em Fright – livro que estava fora de catálogo há mais de 50 anos e foi reeditado pela editora Hard Case Crime -, o tom de fatalismo permeia a história como em todo bom noir, mas a trama se estende além da conta; fica-se com a impressão de que ela funcionaria melhor com metade das páginas. O epílogo também não ajuda, forçando uma explicação para uma situação da trama; ainda assim, é um bom exemplo do trabalho de Woolrich, mas longe do seu melhor.

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